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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Titanosaurus

Titanosaurus colbertiEm 1871, em Jabalpur, na Índia, foi dscoberta parte de um gigantesco fémur com 1,17 m de comprimento. O osso foi correctamente identificado como sendo de um dinossauro, mas foi impossível atribuí-lo a uma das espécies já conhecidas na época. Depois foram exumadas algumas espessas vértebras caudais na mesma região e os cientistas puderam concluir que se tratava de um novo tipo de dinossauro.

Em 1877, o geólogo inglês Richard Lydekker (1849-1915) atribuiu o nome de Titanosaurus indicus "lagarto titânico da Índia", ao novo dinossauro encontrado na Índia. Fora a primeira grande descoberta no hemisfério Sul. Lydekker chamou-lhe Titanosaurus referindo-se aos poderosos Titãs da mitologia grega, seres com uma força e poder excepcionais, por se tratar do maior dinossauro conhecido na época.

O Titanosaurus parecia-se com o Diplodocus. Tinha um longo pescoço e uma comprida cauda com a extremidade fina como um chicote. A pele estava coberta por placas couraçadas, tal como a dos outros titanossauros.
É provável que o Titanosaurus vivesse em grupos que se deslocavam constantemente, com uma mistura de animais novos e velhos.

O Titanosaurus era herbívoro e devia comer a vegetação clássica do fim do Cretácico. As plantas com flores, do tipo das magnólias e viburnum, tinham substituído as espécies antigas como fetos e cavalinhas e dominavam a vegetação baixa. As ervas ainda não existiam. Os castanheiros, aceres, nogueiras e faias cresciam ao lado das coníferas e das cicadáceas predominantes. O Titanosaurus tal como os outros herbívoros gigantes, tinha pedras no estômago (gastrólitos) que transformavam os alimentos numa polpa mais digerível.




Os predadores rondavam os Titanosaurus em todo o lado. O seu enorme tamanho constituía a melhor defesa porque a força de um golpe da cauda ou de uma  pata bastava para liquidar um agressor, o que incitava este a atacar as presas mais fáceis, como os jovens, os velhos ou os enfermos. Haviam 5 espécies deste dinossauro: indicus, araukanikus, australis, blanfordi (?) e, havia um género, Titanosaurus colberti que agora já foi descrito como outra espécie. Agora o género Titanosaurus colberti passou a ser descrito como Isisaurus colberti, ou seja, um outro dinossauro. Os cientistas decidiram colocar o T. colberti numa espécie à parte porque tinha "short, vertically-directed neck and long forearms" - ou seja, um pescoço mais curto e direccionado verticalmente, e uns antebraços longos. Foram encontrados também alguns ovos fossilizados deste dinossauro.
A subclasse dos titanossauros, inserida dentro da classe dos saurópodes é a classe que alberga os últimos saurópodes antes da extinção dos dinossauros, onde está inserido, como já deu para ver, o Titanosaurus.
titanosaurus
Ovo de Titanosaurus fossilizado


Titanosaurus colberti


Os achados de Titanosaurus são muito limitados, e, até agora, ninguém achou o crânio deste dinossauro - sendo por isso, um dinossauro que alguns cientistas acreditam ser um género de Diplodocus.

Ficha técnica:

Nome: Titanosaurus
Data: -70 milhões de anos (Cretácico)
Jazidas de fósseis: África e Ásia
Comprimento: 20 metros
Dieta: Vegetais
Habitat: Florestas pouco densas

sábado, 13 de agosto de 2011

Shunosaurus


É um dos saurópodes mais estudados e conhecidos pelos paleontólogos graças aos numerosos espécimes encontrados na China. A característica mais notável da sua anatomia é a excrescência óssea em forma de maça, eriçada de bicos, na extremidade da comprida cauda, uma arma que devia utilizar para golpear e afugentar os adversários. É o único saurópode conhecido dotado com uma estrutura típica dos dinossauros couraçados, como o Ankylosaurus.

Como todos os saurópodes até agora encontrado, este dinossauro viveu no período Jurássico, o segundo da era dos dinossauros.


Os primeiros achados fósseis deste dinossauro foram achados em 1977, na China, na província de Sichuan, o primeiro fóssil foi descoberto por um grupo de estudantes e o seu nome significa "lagarto de Shu". O Shunosaurus é classificado como sendo um Cetiosauro, uma subclasse inserida dentro da classe dos Saurópodes.

Havia uma espécie de Shunosaurus: Shunosaurus lii.

Ficha técnica:

Nome: Shunosaurus
Data: -170 milhões de anos (Jurássico)
Jázidas de fósseis: China
Comprimento: 10 metros
Dieta: Plantas
Habitat: Planícies


domingo, 5 de junho de 2011

Diplodocus


O Diplodocus é um dos maiores e mais estudados diplodocídeos. Ao longo do tempo, os conhecimentos a seu respeito evoluíram. Outrora pensava-se que arrastava a cauda quando caminhava, sabe-se hoje que a mantinha no ar. Acreditava-se que chegava ao topo das árvores, mas hoje supõe-se que mal levantava a cabeça acima dos ombros.

O nome do Diplodocus, que significa "dupla trave", refere-se à sua comprida cauda flexível. Cada uma das vértebras da mesma tinha um osso suplementar que protegia os vasos sanguíneos e que contribuía para a reforçar. 
O pescoço do Diplodocus media 8 m de comprimento, e a sua cauda era ainda maior, atingia os 14 metros e representava quase metade do comprimento total do animal. A cabeça do dinossauro, que não tinha mais de 50 cm, era minúscula em comparação com o seu tamanho. Possuía pequenos dentes cilíndricos na frente das maxilas, mas nenhum na parte de trás. As patas posteriores, dotadas de cinco dedos, eram mais compridas do que as anteriores. Pesava cerca de 10 toneladas, ou seja, o equivalente a 2 elefantes, mas isso era pouco para um animal tão corpulento. Essa leveza relativa devia-se ao facto das suas vértebras serem ocas.

O Diplodocus mantinha o pescoço e a cauda na horizontal quando se deslocava. De acordo com os especialistas, vivia em grupos e migrava de um território de alimentação para outro. De acordo com os estudos recentes não deveria conseguir levantar o pescoço para lá da altura dos ombros, o que devia impedi-lo de apanhar as folhas mais altas, tal como o faziam os outros saurópodes. (se clicar na hiperligação poderá ver todos os saurópodes que já foram falados cá no blogue).
O Diplodocus, incapaz de levantar a cabeça acima dos ombros, devia alimentar-se de plantas baixas como os fetos e as cavalinhas e não da folhagem do cimo das árvores.


Nome: Diplodocus
Data: -150 milhões de anos
Jazidas de fósseis: América do Norte
Comprimento: 27 m
Dieta: Vegetais
Habitat: Bosques pouco densos

domingo, 28 de novembro de 2010

Opisthocoelicaudia

O Ophistocoelicaudia vivia na Mongólia, em florestas abertas em que as árvores, por vezes, cediam o lugar a plantas baixas.
Este animal foi um dos últimos saurópodes e a maior parte dos cientistas considera-o aparentado ao Camarasaurus, mas outros classificam-no como um Titanosaurus.
Infelizmente, não há nenhum fossil do pescoço e do crânio da espécie, o que não facilita a resolução da controvérsia. Os ossos da cauda, particularmente sólidos, sugerem que se apoiava nela mara se erguer sobre as patas posteriores e atingir as folhas mais altas.

O Opisthocoelicaudia que significa "ossos ocos na parte de trás da cauda" foi uma espécie de dinossauro herbívoro e quadrúpede que viveu no fim do período Cretáceo, há 70 milhões de anos atrás. Media em torno de 12 metros de comprimento, 5 metros de altura e seu peso é até então desconhecido, mas supõe-se que pesasse algo em torno de 12 toneladas.

Os seus fósseis foram encontrados no Deserto de Góbi, Mongólia. Só existe uma espécie deste dinossauro: Opisthocoelicaudia skarzynskii, espécie que foi descrita em 1977 por Borsuk-Bialynicka, apesar do seu esqueleto ter sido descoberto em 1965 durante uma expedição.
Este dinossauro tinha trinta e quatro vértebras na sua cauda, suas vértebras são típicas de um Titanosauros daí os cientistas classificarem-no de Titanosauros. Também no fóssil da sua cauda é notável um intenso ligamento ossal com marcas de músculos o que faz os paleontólogos pensarem que a cauda elevava-se levemente para cima, e não para baixo como acontecia nos outros saurópodes.

Amargasaurus

O Amargasaurus viveu no Cretáceo há 130 milhões de anos atrás, na América do Sul.
O Amargasaurus era um diplodocídeo de dimensões médias cuja característica mais notável era a dupla fileira de pontas, medindo 60cm, ao longo do pescoço. Alguns cientistas pensam que servia de suporte a uma membrana de pele, mas outros presumem que estavam cobertas por um forro duro, e, talvez servisse como chifre, para defesa contra predadores.

Até hoje só foi descoberto um exemplar, na Argentina, mas faltava-lhe a cauda pelo que o seu comprimento total era incerto.

As vértebras do Amargasaurus, em particular ao longo do pescoço, eram prolongadas por pontas ósseas que talvez estivessem cobertas por uma membrana semelhante a uma vela que poderia servir como regulador térmico, para absorver ou dissipar calor.
Também pode ter sido destinada a atrair parceiros aquando das paradas nupciais, ou para fazer fugir os agressores.

Os diplodocídeos, contrariamente a carnívoros como o Allosaurus, tinham uma cabeça pequena, alongada e afilada. Os olhos ficavam bem atrás do focinho e as narinas situavam-se no alto da cabeça. Os dentes, semelhantes a lápis, estavam dispostos na frente da maxila. Supõe-se que o Amargasaurus media cerca de 10 m de comprimento, apesar de serem incertos. O seu nome significava "parecido a um pelicano". Além de diplodocídeos estes dinossauros eram também Saurópodes.

domingo, 12 de setembro de 2010

Euhelopus

Este Camarassauro viveu  no Jurássico no mesmo tempo que o Camarasaurus (carregue no link (nome do dinossauro) para aceder à postagem sobre esse dinossauro cá no blog) ou seja viveram à 150 milhões de anos atrás, na mesma altura que o já referido dinossauro mas apesar de eventualmente conviverem com o Camarasaurus estes Saurópodes e Camarassauros ao mesmo tempo mediam menos 3 metros (mediam 15 metros) que os seus "amigos".

Contrariamente a numerosos saurópodes, cujos dentes se situavam na frente das maxilas, o Euhelopus, originário da China, tinha dentes em volta de toda a boca, uma característica que partilhava com o Camarasaurus. Contudo, o Euhelopus possuía um pescoço muito mais longo composto por 19 vertebras e que podia atingir 5 metros (o pescoço do Camarasaurus tinha 12 vértebras e media 3 metros.) As patas anteriores e posteriores do Euhelopus tinham quase o mesmo comprimento, pelo que o seu dorso ficava na horizontal. O animal era dotado de grandes narinas no cimo da cabeça.

O crânio deste dinossauro apresentava uma região de focinho alongada, diferente da cabeça curta e obtusa do seu prim. Infelizmente, não foram encontrados dentes juntamente com o crânio. O animal pesava entre 15 a 20 toneladas, também há alguns cientistas que acreditam que este dinossauro era parecido com o Brachiosaurus. Também provavelmente alimentava-se dos ramos mais altos das árvores. O dinossauro já foi chamado helopus, apenas passou a chamar-se Euhelopus depois de 1956. O nome significa "verdadeiro pé de pântano". Devido à sua combinação incomum de características, este dinossauro também pode ser classificado em uma família própria, mas parece ser um pouco ligado aos Camarassaurídeos, devido às vértebras, por isso para a maioria das pessoas é mesmo um Camarassaurídeo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Camarasaurus

Dentro dos Saurópodes, ainda havia outro grupo de dinossauros, que apesar de Saurópodes eram também Camarassauros, os Camarassauros apareceram no fim do Jurássico e parecem ter sobrevivido até ao fim da idade dos répteis (o mesmo que Dinossauros). Eram muito semelhantes aos outros herbívoros mas diferenciavam-se pelos dentes orientados para a frente que, em certas espécies, guarneciam toda a maxila. Este característica separou-os dos outros grupos. Apesar disso conviviam com os Brachiosaurus (será adicionado o link em cima do nome Brachiosaurus quando haver postagem cá no blog sobre o próprio), conviviam como já disse com os Brachiosaurus e com alguns outros Saurópodes. 

O Camarasaurus foi um herbívoro quadrúpede, tinha uma pequena cabeça alongada, com um focinho achatado e arredondado. As possantes maxilas estavam cheias de grandes dentes em forma de colher, eficazes para cortar vegetação fibrosa e coriácea. Enquanto as outras espécies se alimentavam das partes tenras e sumarentas das plantas, o Camarasaurus comia o resto, os raminhos, por exemplo. Aparentemente, só os jovens procuravam as partes tenras. As patas deste dinossauro eram quase do mesmo comprimento e o dorso mantinha-se na horizontal. Devia ser, tendo em contra as profundas marcas nos seus ossos, uma presa habitual para carnívoros como o Allosaurus (mais uma vez também será adicionado o link em cima do nome Allosaurus quando houver postagem cá no blog sobre o próprio). O Camarasaurus tinha um pescoço com 12 vértebras que media 3 cm. O Dinossauro media 18 metros de comprimento, 4,6 de altura e pesava 28 toneladas. Viveu no período Jurássico, há 150 milhões de anos atrás na América do Norte e Europa. 
O crânio do Camarasaurus indica que o animal tinha olhos e narinas grandes no alto da cabeça. Os outros espaços sem osso serviam para aligeirar o peso do crânio. O animal tinha boa visão e um bom olfacto, dois sentidos importantes para a procura de comida e para se aperceber da aproximação de carnívoros perigosos. Os dentes, com mais de 4 cm de comprimento, estavam cobertos por uma camada irregular de esmalte.

Haviam 3 espécies de Camarasaurus, sendo que ainda existem outras duas espécies que se acredita que se tratassem de Camarasaurus deixo aqui os nomes das espécies:

- Camarasaurus Grandis
- Camarasaurus Lentus
- Camarasaurus Lewise
- Fora as outras duas que apenas se supõem ser também Camarasaurus.

O Camarasaurus era o dinossauro mais comum do Jurássico. O nome significa "lagarto câmara".

Massospondylus

O prossaurópode Massospondylus é um exemplo típico de herbívoro com pescoço e cauda compridos do inicio do Jurássico. Foi anterior aos herbívoros verdadeiramente gigantes do fim do Jurássico e prefigurou as espécies que estavam para surgir.

O Massospondylus era comprido, com patas curtas e apenas 1 metro de altura na anca. Era corpulento, com uma cabeça pequena, um pescoço alongado e uma longa cauda, tal como os outros prossaurópodes. As maxilas estavam guarnecidas com dentes cilíndricos concebidos para arrancar folhas dos ramos. Tinha patas grandes e uma garra no polegar.

Tal como muitos dos seus congéneres, o Massospondylus era capaz de se erguer sobre as patas traseiras para conseguir atingir as folhas mais altas. Este prossauropode, à imagem das actuais vacas, devia passar muito do seu tempo a pastar, percorrendo grandes distâncias, talvez em grupo. Era um animal muito comum na que é agora a África do Sul, onde foram descobertos numerosos fósseis.

O Massospondylus alimentava-se da vegetação do Jurássico, agulhas de coníferas, copas de cicadáceas e de fetos arbóreos, folhas de gingko, bem como das cavalinhas que encontrava no solo.

Este dinossauro tinha patas anteriores com cinco dedos, com uma garra no polegar. Talvez a usasse para apanhar a vegetação ou para puxar os ramos para os levar à boca.

Os herbívoros engoliam pequenos seixos que permaneciam no aparelho digestivo. Esses gastrólitos moíam os vegetais engolidos e transformavam-nos numa pasta digerível. No Zimbabué, um espécime continha um gastrólito proveniente de um local a 20 km de distância do sítio onde foi descoberto.

Viveu à 200 milhões de anos, vivia na África e América do Norte, media 5 metros de comprimento, e costumava viver Áreas Arborizadas.

Na segunda imagem pode comparar o tamanho deste animal com o tamanho de um humano adulto.