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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Hydrotherosaurus

Apesar de ter um nome terminado em "Saurus", o Hydrotherosaurus não se tratava de um dinossauro, mas sim de um réptil, um parente dos dinossauros, que vivia nas águas. O Hydrotherosaurus é um membro da família dos  plesiossauros, mais precisamente pertencente à classe dos elasmossauros. O nome Hydrotherosaurus alexandrae significa "Lagarto terrível da água". Podia medir até 13 metros de comprimento, e viveu no final do período Cretáceo.
Em 1943, descoberto por Samuel Paul Welles, pensava tratar-se de um Elasmosaurus, e então, poderia ser que Elasmosaurus vivessem nos mares da Califórnia, no entanto, um grande e profundo estudo sobre os hábitos de vida deste espécimen, viria a dar-lhe o nome de Hydrotherosaurus. Nesse dia, foi descoberto o esqueleto completo deste dinossauro, tendo sido uma das maiores descobertas dessa década. Junto com as ossadas, estava a última "refeição"... Gastrólitos, que já foram explicados em outras mensagens: eram pequenas "pedras" que ajudavam a digerir as refeições, no entanto, parece que o Hydrotherosaurus as comia para conseguir pesar mais, e poder afundar-se mais facilmente, para que pudesse chegar ao fundo do oceano, onde se encontrava a comida.


Ainda existem poucas informações sobre este réptil marinho, pois só foi descoberto o primeiro fóssil, e nada depois disso, mas sabe-se que o longo pescoço oferecia uma vantagem em relação às presas que o Hydrotherosaurus caçava, pois está claro, como a maioria dos répteis marinhos, este réptil não era herbívoro, mas essa além dessa vantagem, o pescoço também trazia desvantagens. Fazia o dinossauro mais lento, e mais vulnerável aos ataques dos mosassauros e dos tubarões que em volta viviam. Um estudo acerca dos últimos plesiossauros demonstra que as suas dimensões e as suas constantes adaptações ao meio aquático poderão ser prova que estavam sobre um tipo de "stress evolucionário". Provavelmente, os plesiossauros desapareceram à medida que os tubarões modernos apareciam.


Ficha técnica:

Nome: Hydrotherosaurus
Data: -65 milhões de anos (Cretáceo Superior)
Jazidas de fósseis: América - Califórnia (México)
Comprimento: 13 metros
Dieta: Peixes, outros répteis mais pequenos
Habitat: Mares profundos

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Elasmosaurus

Os elasmossauros, que foram buscar o nome ao mais conhecido entre eles, o Elasmosaurus, tinham o pescoço mais comprido do que qualquer outro plesiossauro. Representava metade do comprimento do animal, que chegou a ser descrito como "uma serpente com um corpo de tartaruga". Os elasmossauros viveram no fim do Cretácico e desapareceram há 65 milhões de anos, juntamente com os dinossauros.

O número de vértebras na coluna vertebral do Elasmosaurus explica o comprimento do seu pescoço. Em média, os répteis têm entre 5 e 10 vértebras, um plesiossauro primitivo tinha 25 e o Elasmosaurus tinha mais de 70! Esses ossos suplementares reforçavam o pescoço e tornavam-no flexível.
A julgar pelas maxilas e pelos dentes, o Elasmosaurus alimentava-se de pequenos animais: peixes, lulas e amonites. Para atacar os cardumes agitava a cabeça em todas as direcções, uma manobra muito mais rápida do que se tivesse de virar o corpo.
Segundo uma teoria antiga, o Elasmosaurus nadava com o pescoço no ar e a cabeça bem acima da água. Avistava uma vítima logo abaixo da superfície, mergulhava a cabeça de repente e atingia a presa como se fosse uma serpente. Todavia, esta tese parece pouco provável. Os olhos do Elasmosaurus, situados no alto da cabeça, dificilmente lhe permitiriam olhar para baixo. Em compensação, podia olhar para cima e ver as suas presas a partir de baixo.

O crânio de um plesiossauro era fino e achatado. O focinho pontiagudo acentuava a forma afuselada do animal e permitia-lhe avançar rapidamente na água. Não podia quebrar a casca dos crustáceos com os dentes compridos, que serviam para apanhar os animais antes de os engolir.

Os fósseis de Elasmosaurus foram encontrados na Ásia e na América do Norte, em camadas rochosas no fundo dos oceanos. Segundo uma lenda, os plesiossauros refugiados nas profundezas de lagos isolados terão sobrevivido ao desaparecimento do seu grupo, tal como o mítico "monstro de Loch Ness", na Escócia.
Para nadar depressa, o plesiossauro devia manter o pescoço direito na sua frente para que a força da água não o desviasse. Para além disso, é provável que se deslocasse lentamente, contentando-se em apanhar presas umas atrás das outras. Rodava sobre si mesmo fazendo força para a frente com as duas barbatanas de um lado e fazendo força para trás com as duas do outro lado.

Os plesiossauros tinham costelas normais fixas à coluna vertebral, para além de costelas falsas, denominadas gastralia, ao nível do abdómen. Assim, estavam dotados de uma caixa torácica e uma "caixa gástrica" onde se ancoravam os músculos que accionavam as barbatanas. Os grandes ossos das escápulas e da bacia serviam de pontos de ligação para os músculos. Os principais ossos dos membros eram curtos e largos, mas ao nível das barbatanas pareciam-se com ossos de patas.

O Elasmosaurus viveu há 70 milhões de anos atrás, na Ásia e América do Norte, media 14 metros de comprimento e a sua dieta era claro, de peixes.

domingo, 28 de novembro de 2010

Liopleurodon

O maior carnívoro de todos os tempos não é o cachalote moderno, que, com os seus 20 m de comprimento e 50 toneladas de peso, ultrapassa todos os dinossauros carnívoros. O prémio vai para o Liopleurodon, um pliossauro que sulcava os mares em finais do Jurássico.

O Liopleurodon era absolutamente enorme. O comprimento, estimado em 25 m, era comparável com o da maior parte dos dinossauros saurópodes gigantes, tal como o Apatosaurus e o Mamenchisaurus. Devia pesar cerca de 75 toneladas mas por vezes atingia as 150, mais do que os maiores dinossauros. O Liopleurodon podia muito bem ultrapassar a sua rival moderna, a baleia azul, como maior animal de todos os tempos.
As espantosas dimensões do Liopleurodon só eram possíveis graças ao seu modo de vida aquático. A água aliviava o peso do animal e permitia-lhe uma maior facilidade de movimentos do que teria se fosse terrestre, o que também justifica o facto da maioria dos grandes animais actuais viver nos oceanos.
Os fósseis de Liopleurodon incluem espécimes relativamente completos e numerosos ossos isolados. Provêm de vários locais da Europa, principalmente da França, Alemanha e Inglaterra. Foram descobertos restos semelhantes no Chile e na América do Sul.

O crânio de um pliosauro representava um quarto do comprimento do animal. O do Liopleurodon media 5 m, mais do que o corpo inteiro de muitos dinossauros. Os dentes estavam dispostos na frente das maxilas, em duas fileiras encurvadas. As barbatanas posteriores eram maiores do que as anteriores, ao contrário da maior parte dos plesiossauros. O pliossauro propulsionava-se com a ajuda das barbatanas posteriores e as da frente permitiam-lhe virar-se para uma presa, travar ou subir à superfície para respirar.

De que se alimentava este animal colossal? De tudo o que lhe apetecesse! Os peixes e crustáceos eram demasiado pequenos para ele. O enorme crÂnio e os impressionantes dentes do Liopleurodon estavam adaptados para presas maiores, que incluiam répteis marinhos, como os ictiossauros, os plesiossauros e espécies mais pequenas de pliossauros. Seus dentes mediam cerca de 30 cm.

O Liopleurodon tinha aberturas a ligarem o palato às narinas, o que lhe permitia aperceber-se dos odores transportados pela água que lhe entrava na boca. Se o cheio de uma presa fosse mais intenso numa narina do que na outra, o predador virava-se para esse lado para procurar a futura vítima, tal como um tubarão.

Ficha do dinossauro:

Nome: Liopleurodon
Data: -250 milhões de anos
Fosseis encontrados na: Europa e América do Sul
Comprimento: 25 metros
Dieta: Répteis Marinhos

Nota: Os voadores e os marinhos não são dinossauros! Apenas têm essa etiqueta para reunir todos num só grupo!!