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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Anurognathus

O Anurognathus, "maxilar sem cauda" é conhecido graças a um único exemplar proveniente de Solnhofen, na Alemanha, e possuía a cauda muito curta dos pterodáctilos, semelhante ao uropígio carnudo das aves. Era pequeno e fino, com longas asas estreitas e um corpo pouco maior do que um dedo humano. O seu crânio de 3 cm de comprimento era formado por pequenas barras de osso e não por placas, a fim de poupar peso. Tinha uma cabeça curta e uma grande boca de rã com dentes pequenos e aguçados como alfinetes ao longo de maxilas, utilizadas para apanhar insectos em voo, tal como fazem as andorinhas actuais.


Com vento favorável, é provável que o pterossauro se erguesse sobre as patas e abrisse as asas para se lançar no vazio, ou saltitasse para levantar voo. Voar sem vento deve ter sido mais difícil. Certos pterossauros talvez se lançassem aproveitando o impulso de uma vaga ou propulsionando-se com a ajuda das patas palmadas.
O Anurognathus também apareceu na série Walking With Dinosaurs.
Anurognathus significa "mandíbula de sapo". Anurognathus ammoni é a única espécie conhecida até agora.



Foi em 1923 que foram achados os primeiros fósseis de Anurognathus.

Ficha técnica:

Nome: Anurognathus
Data: -150 milhões de anos (Jurássico)
Jazidas de fósseis: Europa (Alemanha)
Envergadura: 50 centímetros
Dieta: Insectos
Habitat: Florestas

Sordes



Летающий ящер Sordes pilosus обитал на территории Казахстана 150 млн лет назад. Рисунок Джона СиббикаO nome completo deste pterossauro é Sordes pilosus "demónio peludo". Os primeiros espécimes descobertos nos anos de 1960 eram esqueletos quase completos com impressões das partes macias do corpo, incluindo uma pelagem espessa sobre a cabeça e o corpo, e mais fina nas asas (ausente na cauda). O Sordes era um pequeno Rhamphorhynchoidea com asas largas e curtas. Entre as patas posteriores tinha uma membrana de pele suplementar que englobava os tornozelos mas deixava a cauda livre e móvel. Devia dobrar os longos ossos do quarto dedo, tal como os outros pterossauros, sempre que encontrava o solo. Nessa situação, a membrana alar elástica e extensível contraiá-se numa fina tira.




A crer na concepção da bacia e das patas, a maior parte dos pterossauros passava muito pouco tempo em terra. O animal repousava nas árvores ou em falésias, suspenso pelos dedos em gancho ou pelas unhas. Para voar propulsionava-se com as patas anteriores e posteriores, e virava-se para se afastar do seu pouso. A seguir abria as asas para deter a queda e começava a batê-las. Viveu no fim do Jurássico.

O primeiro achado de Sordes data de 1971. Este pterossauro foi descoberto por Sharov. Este pterossauro (não é um dinossauro, bom lembrar) foi denominado Sordes depois de em 1971 ter sido descoberto um esqueleto quase completo, mas fragmentado, ou seja, partido em várias partes. Em 2003 foram descobertos mais seis exemplares desta espécie. O seu crânio media 8 cm de comprimento. Alexander Kellner e Lu Junchang, duas pessoas que percebem do assunto dizem que após os achados de 2003, depois dos 6 esqueletos bem analisados, o Sordes não era um Rhamphorhyncoidea, ideia que não foi aceite pelos cientistas.

Ficha técnica:

Nome: Sordes
Data: -150 milhões de anos (Jurássico)
Jazidas de fósseis: Ásia (Casaquistão)
Envergadura: 60 cm de comprimento
Dieta: Insectos
Habitat: Florestas abertas

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Scaphognathus

O Scaphognathus viveu no fim do Jurássico, na Europa. Tinha uma cabeça pequena com um focinho arredondado e achatado, o que lhe valeu o nome de "maxila de barca". Possuía longos dentes pontiagudos e bem afiados, 18 no maxilar superior e 10 no inferior.

Descoberto em 1831, foi um dos primeiros pterossauros conhecidos. Alguns dos fósseis descobertos eram de Scaphognathus juvenis. O modo como os ossos se desenvolviam e endureciam testemunha um crescimento que permitia aos jovens atingirem rapidamente o tamanho definitivo. As aves actuais desenvolvem-se do mesmo modo, ao contrário dos répteis, que crescem ao longo de toda a vida (embora cada vez menos). De acordo com os crânios fósseis, os pterossauros possuíam um cérebro grande para o seu tamanho, mais uma vez, tal como as aves e não como os répteis.

Originalmente, o Scaphognathus crassirostris - a única espécie de Scaphognathus conhecida - era classificada como sendo uma espécie de Brachytrachelus, outro pterossauro, sendo que em 1831, aquando da primeira descoberta deste dinossauro, a classificação como Brachytrachelus era certa. Mas, anos mais tarde, novas descobertas fósseis deste dinossauro revelaram que há algumas diferenças e que afinal se tratava de um pterossauro novo, e não de um Brachytrachelus, a qual o Scaphognathus tem muitas parecenças.
Quanto ao habitat deste dinossauro, não foi descoberto nada, a única coisa que se sabe é que era, claro, um pterossauro que voava pelos céus - tal como todos, é um dos pterossauros que não se sabe ao certo onde costumava viver...
Além de ser parecido ao Brachytrachelus e ao Rhamphorhynchus, este dinossauro também é aparentado ao Pterodactylus (link do blogue), Pachyrhamphus e ao Ornitocephalus.
Descobertas em bom estado permitiram descobrir que este dinossauro tinha um cérebro grande em relação ao corpo.





Ficha técnica:

Nome: Scaphognathus
Data: -150 milhões de anos (Jurássico)
Jazidas de fósseis: Europa
Comprimento: 90 centímetros
Dieta: Peixes
Habitat: Céus (não foi descoberta nenhuma informação acerca disto, pois pode ter vivido em falésias ou na costa europeia).

Dorygnathus

Os pterossauros apareceram na Europa do Triásico e espalharam-se rapidamente por outras partes do mundo. No Jurássico, as suas proporções aumentaram e transformaram-se. A cabeça e a cauda, muito em particular, foram-se alterando à medida que os pterodáctilos, ocupam o lugar do seus antepassados primitivos.

O Dorygnathus vivia na actual Alemanha. Os seus fósseis são bastante numerosos para um pterossauro porque os ossos finos e frágeis desses animais eram triturados e raramente fossilizavam. O Dorygnathus tinha uma dentição extraordinária. Na frente, os dentes encurvados e afiados estavam virados para o exterior. Cruzavam-se quando os maxilares se fechavam, pelo que eram ideais para espetarem peixes à superfície da água. Os dentes mais pequenos e delicados da parte posterior da boca seguravam a presa com firmeza quando o animal voava para o seu poleiro. As maxilas também tinham a forma de pontas aguçadas. Foi essa característica que deu o nome aos pterossauros, palavra que significa "maxilas de arpão". Dorygnathus significa "mandíbula em forma de lança". Viveu no princípio do Jurássico. Este pterossauro era relacionado com o Rhamphorhynchus - outro pterossauro. Havia uma espécie de Dorygnathus: D. banthensis.

O primeiro achado data de 1830, com o palentólogo Theodori a descobrir as primeiras partes do Dorygnathus. Em 1846 quando foi achado o primeiro Rhamphorhynchus os achados de Dorygnathus passaram a ser classificados como afinal, sendo de um Rhamphorhynchus mas em1860 então Wagner, um conhecido paleontólogo, achou alguns ossos de Dorygnathus e concluiu que se tratava de um novo pterossauro, e não de uma espécie de Rhamphorhynchus.




Ficha técnica:

Nome: Dorygnathus
Data: -190 milhões de anos (Jurássico)
Jazidas de fósseis: Europa
Envergadura: 1 metro
Dieta: Peixes
Habitat: Costas

domingo, 28 de novembro de 2010

Pterodactylus

Tal como o seu nome indica, o Pterodactylus é um pterodáctilo. Na realidade, há varias espécies escondidas por trás do nome Pterodactylus, que viveram entre -160 a -145 milhões de anos repartidas por diversas regiões do mundo.
O tamanho dos Pterodactylus variava de espécie para espécie. Podiam ser pequenos como um melro, com uma envergadura máxima de 30 cm, ou grandes como abutres ou condores actuais, com envergaduras de 2,5 m. Foram encontrados espécimes em vários locais da Europa (Alemanha, França e Inglaterra), e na Tanzânia.
Os bicos diferiam conforme as espécies. Por vezes, os dentes eram espaçados regularmente e eram mais pequenos no fundo da boca. Noutras espécies podiam estar agrupados à frente enquanto o fundo do bico era desdentado.
O Pterodactylus apresentava características que anunciavam a futura evolução dos pterossauros. Tinha uma cauda curta e um pescoço alongado, fixo na base do crânio e não na sua traseira. Os ossos do crânio tornaram-se cada vez mais leves, com grandes aberturas que reduziam o peso.
Segundo certos espécimes bem conservados, a membrana alar principal não estava ligada ao conjunto da pata posterior mas apenas até ao meio da parte inferior da pata. A membrana caudal, entre as patas, quase não existia. Em compensação tinham outra à frente, denominada propatagium, entre a escápula e o punho, flexível para a frente e para o exterior.

As asas do Pterodactylus, cujo nome significa "dedo alado", eram compridas e estreitas, o que em parte se devia ao alongamento dos metacarpos, (ossos da mão), perto das garras das asas. Estas informações baseiam-se no precioso fóssil de um bebé com apenas algumas semanas, uma envergadura de 18 cm e um corpo com 2 cm. Contudo, esse minúsculo animal já voava!
Os dedos das mãos e dos pes dos pterossauros não eram muito úteis para a marcha e corrida, mas eram eficazes para se agarrar e suspender nas árvores. É provável que os Pterodactylus vivessem em colónias barulhentas, suspenso de cabeça para baixo e com as asas dobradas em volta do corpo, tal como os morcegos actuais.

O jovem Pterodactylus sabia voar mas era provavelmente demasiado fraco para apanhar o seu alimento, pelo que devia ser alimentado pelos pais. Os adultos regurgitavam a comida que transportavam numa prega gular (bolsa na garganta) que foi observada num espécime encontrado. Viveu no Jurássico Superior.

Lembre-se que os répteis marinhos e voadores não são dinossauros!


Ficha do dinossauro:

Nome: Pterodactylus
Data: -145 milhões de anos
Fosseis encontrados na: Europa
Envergadura: de 36 a 250 cm
Dieta: Peixes e insectos
Habitat: Rios e lagos

Nota: Dieta = o que comiam

sábado, 27 de novembro de 2010

Dimorphodon

O Dimorphodon foi um dos primeiros pterossauros do Jurássico. Viveu há 205 milhões de anos, no actual Sul de Inglaterra. Possuía uma cabeça grande, dentes compridos afiados e a longa cauda rígida típica dos Rhamphorhyncoidea. Tinha um comprimento total de 1m, com 10 cm a ficarem para a cabeça. A envergadura era de quase 1,5 m.

A grande cabeça do Dimorphodon parecia pesada, com o focinho alto e estreito, mas o interior do crânio era formado por uma couraça óssea e não por placas, o que lhe reduzia o peso. Os três dedos com garras em cada asa eram fortes e encurvados. Permitiam-lhe trepar às árvores ou subir rochedos.
Devia viver ao longo de rios, tal como muitos outros pterossauros.
O Dimorphodon era sem dúvida um caçador que escolhia presas entre insectos, vermes e outros pequenos animais. Os seus dentes diferenciados, quatro pares cilíndricos na frente das maxilas e numerosos pequenos dentes na traseira, valeram-lhe um nome que significa "duas formas de dentes". Ignoro se apanhava as presas em voo ou no solo, a quatro patas, visto que sabia andar sobre as mesmas.
O "bico" do Dimorphodon era alto mas muito estreito. Deve ter sido muito colorido e servido para seduzir um parceiro ou para reivindiciar um terrotório durante as paradas, tal como as aves actuais como o calau.
Os estudos da bacia e das patas posteriores do Dimorphodon levantam a possibilidade de o animal poder caminhar sobre os dedos, à maneira das aves actuais. Esse era também o modo de deslocação de numerosos dinossauros. O Dimorphodon tinha cinco dedos com garras em casa pata, incluindo dum pequeno dedo virado para trás ou para o lado para se equilibrar quando estava de pé. Os outros pterossauros, com patas mais fracas e afastadas para os lados, estavam condenados a arastarem.se desajeitadamente pelo chão.

As grandes asas e a cauda no prolongamento do corpo equilibravam-node um modo natural, pelo que o Dimorphodon planava com facilidade e perfeição.
Contrariamente aos seus congéneres, o Dimorphodon possuía patas posteriores poderosas e bem desenvolvidas. Podia pôr-se de pé para caminhar, ou inclinar-se para a frente e servir-se dos dedos das asas para correr a quatro patas. Viveu na Europa, no Sul da Inglaterra e costumava habitar falésias.

Quetzalcoatlus

No fim do Cretácico, há 65 a 70 milhões de anos atrás surgiu um dos animais mais extraordinários, o gigantesco Quetzalcoatlus. Os fósseis desta espécie provêm da fronteira entre o Texas e o México. Este último pterossauro sucumbiu à mesma catástrofe que acabou com os dinossauros e marcou o fim dos répteis voadores. Depois disso, a Terra não voltou a conhecer nada de semelhante.
O modo de vida dos pterossauros devia assemelhar-se ao das aves marinhas. Nesse caso, cantavam ou assobiavam como certas espécies actuais? Suponho que fossem capazes de emitir sons batendo os bicos e agitando as asas.

Existem fósseis de várias espécies de Quetzalcoatlus, mas alguns podem ser de joves cujo crescimento ainda não terminara. Esses restos, compostos unicamente por fragmentos, não permitem calcular com precisão as dimensões do animal, que deveriam ser de 11 a 15 metros, com um peso de 70 a 135 kg. A cabeça, com 2m de comprimento, era maior do que um ser humano tal como as patas. Quanto ao pescoço, estendia-se quase 3 m.
O Quetzalcoatlus deve o seu nome au deus azteca Quetzalcoátl, a "serpente emplumada". No entanto, esse pterossauro não parecia ter penas. Ao contrário dos outros pterossauros, os seus fósseis não foram descobertos nas rochas do leito de um antigo oceano. Devia viver no interior das terras, talvez na margem de rios e lagos. O Quetzalcoatlus tinha um grande cérebro e olhos enormes que lhe permitiam uma boa visão necessária para apanhar as presas. Devia estar coberto por uma pelagem ou por escamas semelhantes a pêlos. Os ossos das asas não eram ocos como os dos seus congéneres. Eram feitos de estrutura em treliça, como algumas pontes, para poderem suportar o peso das grandes asas.

O Quetzalcoatlus devia planar à maneira dos abutres e dos condores actuais, em busca de carniça para se alimentar. Pousava quando avistava um cadáver de dinossauro e espetava o longo bico aguçado no corpo para o cortar em pedaços.
Na verdade ele comia moluscos, caranguejos e cadáveres. Mas, de acordo com outra teoria, caçava peixes, crustáceos e caranguejos nas planícies inundáveis, rios e lagos. A seguir partia as presas com o bico duro e córneo, de bordos finos, para as cortar em pedaços.

Comparação entre Quetzalcoatlus e humano
Ficha do dinossauro:

Nome: Quetzalcoatlus
Data: -70 milhões de anos
Viveu na: América do Norte
Envergadura: Entre 11 a 15 metros
Habitat: Rios no Interior das Terras

Atenção: Nunca confunda os répteis voadores e marinhos com dinossauros, pois esses voadores e marinhos não são dinossauros!